Você já sabe. Falta decidir.
Na semana passada curiosamente vários conteúdos me levaram na direção dessa reflexão: até que ponto precisamos mergulhar no autoconhecimento se não vamos efetivamente partir pra ação?
Te conto como começou esse questionamento: estava lendo o livro "O poder dos Quietos: Como tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar", da Susan Cain.
Ele fala dessa questão de introversão x extroversão, e acaba te levando a olhar pra si, para as suas tendências e padrões, e aonde você se encaixa no que já foi testado pela neurociência e psicologia.
Então, conversando com uma amiga sobre o livro, ela me lançou a pergunta:
- "Eu fico me perguntando de que adianta todo esse autoconhecimento?"
E continuou:
- "Se vc não faz nada diferente …"
Bingo! Achei válido o questionamento dela, e acho que é esse o motivo que tanta gente se sente "empacada" na vida. Ou se sente vivendo abaixo do seu potencial, sabe? Às vezes até investe muito tempo (e dinheiro) em autoconhecimento, mas acaba não se mexendo, e portanto não promovendo mudança alguma.
Eu sou uma militante incansável de autoconhecimento, com mãe e irmã psicólogas, eu mesma já tendo feito terapia muitos anos, formação em coaching (e ter me submetido tambem a mais de um processo de coaching), alem de ter lido algumas dezenas de livros sobre o assunto.
Mas ela realmente me trazia um ponto: autoconhecimento sem ação, sem mudança de comportamento, vale até que ponto?
Coincidentemente, me deparei com uma entrevista no YouTube do ótimo Dr. Viktor Frankl (que escreveu Em Busca de um Sentido - se não leu, leia!) em que ele respondia a pergunta:
- Qual o Sr. acha o maior diferencial de quem supera as adversidades e é feliz?
E a resposta dele foi: Eles tomam uma decisão. Usando a liberdade de escolha, eles tomam a decisão de não serem reféns de suas condições, que apenas parecem determinar quem eles serão. Fazem escolhas melhores e se responsabilizam por elas.
Nos processos de coaching que conduzo, sempre trabalhamos exercícios de autoconhecimento, que acho que muitas vezes é o que falta para as pessoas conquistarem a vida que desejam. Algumas clientes adoram, outras ficam incomodadas, por vezes se sentem confusas, mas 100% das vezes surgem insights.
Às vezes não imediatamente: sabe quando, pra gente arrumar o armário e deixar só as roupas que mais amamos e que mais fazem sentido nesse momento da vida, precisamos botar tudo pra fora e fazer aquela bagunça em cima da cama? Algo parecido com isso pode acontecer (ou seja: às vezes piora antes de melhorar…).
Maaas, esse é apenas o começo do processo. Se não vier acompanhado de tomada de consciência, reflexão, de um plano de ação, e, como Dr. Viktor Frankl colocou, de uma DECISÃO, a pergunta da minha amiga faz todo sentido - Pra que, então?
Ainda conversando com essa minha amiga, ela me disse que me considera uma das pessoas que ela conhece que mais mudaram. E que percebe como cada vez mais eu gosto de promover essa mudança consciente.
Isso me pôs a pensar… eu fiquei muito tempo só “absorvendo” o tal autoconhecimento, confesso. Mas desde que entendi a importância dessa decisão, eu comecei a mudar… e não parei mais.
Então, aqui estou eu, novamente, nessa missão. A de promover a vida com intenção.
Porque de que adianta conhecer seus valores e seguir priorizando os dos outros?
Conhecer suas crenças mas viver de acordo com crenças ultrapassadas, que não te servem, pelo contrário, te fazem sentir numa prisão?
Saber que você tem um potencial incrível que está sendo desperdiçado, até onde sabemos, nessa sua única vida?
Eu sei que nem sempre é fácil, mas trago boas notícias. Quando você dá o passo, o universo bota o chão.
Então, não se diminua e não se deixe intimidar pela bagunça.
O caminho autoconhecimento → escolhas → decisão → ação, vale à pena. Eu te garanto! Não pare no meio…
Com carinho,
Laura
PS1: Recentemente assisti ao filme "A beautiful life" e achei tão lindo… fiquei realmente emocionada e recomendo muito! Não quero dar spoiler, mas achei uma linda história de um chamado da vida para a superação dos seus medos. Já viu? Me conta!
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